quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Idosos podem ter uma vida sexualmente ativa?

Durante muito tempo os idosos foram considerados pela sociedade seres assexuados. A valorização ou a preocupação com a vida sexual entre idosos era quase uma transgressão social. 

Felizmente esse pensamento vem mudando muito devido ao esforço de profissionais das áreas da saúde, mas principalmente porque a população mundial vem envelhecendo e consequentemente os idosos vem se tornando um novo mercado consumidor. 

A disfunção erétil atinge 67% dos homens com idade superior a 70 anos. Entretanto, pelo embaraço, preconceito ou desconhecimento de ambas as partes, médico e paciente, apenas 5% dessa população recebem tratamento

Nessa faixa etária a disfunção erétil é um problema multifatorial: queda hormonal, diminuição da irrigação sanguínea peniana, presença de doenças crônicas debilitantes e eventuais efeitos colaterais de medicamentos agem alterando a ereção. 

A disfunção erétil aumenta com o avançar da idade, mas não pode ser associada como um problema inerente ao envelhecimento. O homem não é portador de uma ''bateria sexual'' que se gasta ao longo da vida e impede a vida sexual. Uma vida saudável possibilita atividade sexual por toda a vida. 

É verdade que as respostas sexuais humanas com o envelhecimento se alteram, mas essas alterações não impedem a atividade sexual. Em uma pesquisa com questionários, 59% dos homens casados com mais de 70 anos de idade mantinham relações regulares com suas esposas. Também nesse estudo 83% dos homens e 64% das mulheres se tocavam e estimulavam sexualmente. 

Não se recomenda tratamentos para os idosos diferentes de outras faixas etárias, sendo que os fatores psicológicos e clínicos, que normalmente são valorizados na escolha do tratamento, como efeitos colaterais e disponibilidade do parceiro, devem ser ainda mais valorizados. 

O ato sexual faz parte da interação do casal e manutenção dessa atividade aumenta essa interação, permitindo que continuem a ter prazer em uma idade onde culturalmente isto não era mais permitido. 





fonte:  http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-27--185-20110927&tit=idosos+podem+ter+uma+vida+sexualmente+ativa

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Eles também são vaidosos

Os homens estão cada vez mais vaidosos. Quer seja por vaidade, necessidade profissional ou simplesmente um hábito que vem ganhando mais adeptos nos últimos anos, o fato é que a demanda por procedimentos estéticos masculinos aumenta cada vez mais. Peeling, depilação a laser e aplicação de botox estão entre os tratamentos mais solicitados por eles.

"Alguns clientes alegam que os cuidados com a aparência são exigência da profissão. Outros dizem estão procurando ajuda incentivados pelas esposas e namoradas. E há ainda os que assumem que realmente são bastante vaidosos'', afirma a dermatologista Aline Anizelli Borba, de Londrina. Ela explica ainda que eles são discretos. ''Todos pedem sigilo em relação ao tratamento. O maior receio é que os amigos descubram e que eles acabem se tornando alvo de piadas por conta da vaidade.'' 



Fonte:   http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--4558-20110927

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Resultado Enquete!!! Você ja mediu o seu pênis?

Já mediu seu pênis hoje?

Quando abordamos o assunto: tamanho do pênis muitos homens sentem-se inferiorizados, principalmente após assistir a um filme pornográfico, diante desse assunto, realizamos uma enquete em nosso site entre os dias 06/09/11 a 16/09/11 para saber quantos homens já mediram a sua genitália.

Com um total de 209 votos chegamos a seguinte informação:

75,60% dos participantes da enquete: "Você já mediu o seu pênis?", a resposta foi "Sim", os outros 24,40% responderam que "Não".

Diante dos resultados resolvemos adentrar mais ao assunto e descobrir em que aspecto os homens estão insatisfeitos, então, aproveitamos para convidá-los a participar da nossa nova enquete onde gostaríamos de saber se você tem o desejo de aumentar o seu pênis no tamanho, circunferência, tamanho e circunferência ou não gostariam.

Acesse o nosso site e participe a sua opinião é muito importante para nós.

Telemedicina


Telemedicina: uma realidade brasileira, um serviço que disponibilizamos para nossos pacientes.

Saiba mais clicando AQUI.

O dia da caça: ela avança, ele trava


Desde que Selma começou no novo emprego, Ricardo, seu colega na empresa, se aproximou dela. Durante todo um ano se insinuou, fazendo promessas veladas dos prazeres sexuais que poderiam desfrutar juntos. Ela levava na brincadeira, ria meio sem graça, porque na verdade não se sentia atraída por ele. Mas ele não desistia. Até que se tornou mais explícito e passou a insistir para que fossem a um motel. Não perdia a oportunidade de fazer uma piadinha e lançar olhares sedutores. Selma, então, decidiu resolver a questão de uma vez por todas. Um dia, mal ele chegou, foi até sua sala dizer que desejava, naquela tarde, conferir as delícias sexuais que há tanto tempo ele prometia. Pronto. Era tudo o que não podia acontecer. “Não entendi nada. Ele deu uma desculpa, disse que estava cheio de serviço e nunca mais falou direito comigo. Nos tornamos dois estranhos”.
Mulher tomar a iniciativa da proposta sexual? “Ah, não! Isso já é demais”, é o que ainda pensam muitos homens. Eles ficam assustados ao se imaginarem nessa situação. Sentem medo de dar um “branco” na hora, de não saber como agir nem o que dizer. E o pior: pode falhar a ereção. Afinal, o papel de conquistador é o único que o homem conhece, e fora dele não dá para se sentir à vontade. Desde menino ele foi treinando para isso, e, para complicar ainda mais, acreditou que faz parte da natureza masculina ser ativo – e da feminina a passividade. Mas é inegável que, apesar de tantos equívocos e limitações, ele antes vivia bem menos ansioso nessa área do que agora.

O papel que homem e mulher desempenhavam no sexo sempre teve regras claramente estabelecidas. Fazia parte do jogo de sedução e conquista o homem insistir na proposta sexual e a mulher recusar. Contudo, ele apostava no seu sucesso e para isso não media esforços. Quanto mais ela recusava, mais ele insistia e mais emocionante o jogo se tornava – só para ele, claro. Para a mulher era um tormento. Além de toda a culpa que carregava por estar permitindo intimidade a um homem, seu desejo era desconsiderado, assim como seu prazer. Como usufruir daquele encontro? Não podia relaxar um segundo. Ela sabia que, se não se controlasse, seria logo descartada e ainda por cima rotulada de fácil.
O papel de conquistador é o único que o homem conhece, e fora dele não dá para se sentir à vontade.
Mas o homem continuava insistindo, e ela dizendo não. Ele nem a percebia, o importante era chegar ao final. Jogo cruel para ambos, é verdade. Aprisionados à moral antissexual, nenhum dos dois tinha a menor chance de experimentar o prazer proporcionado pela troca de sensações eróticas. Se em algum momento a mulher cedesse, pronto. O homem se apaziguava com a confirmação da única coisa que buscava desde o início: se sentir competente e se afirmar como macho.

Entretanto, quando a mulher resistia às investidas, a autoestima dele não era abalada. Ele se apoiava na convicção de que o motivo da recusa se devia exclusivamente ao fato de ela ser uma mulher direita, de família. Assim, imune à preocupação de ter sido rejeitado por não agradar à parceira, continuava se sentindo poderoso e absoluto.

Toda essa encenação nos permite entender por que, até hoje, muitas mulheres se esquivam do sexo. Temendo ser usadas — e durante muito tempo foram mesmo —, se queixam com frases do tipo: “Os homens só querem sexo”, o que à primeira vista poderia soar estranho, já que ninguém duvida de que sexo é bom.
Agora as coisas mudaram. As mulheres dão sinais de não estarem nem um pouco dispostas a continuar se prestando a esse papel. Não querem apenas se mostrar belas e esperar passivamente que os homens se sintam atraídos e tomem a iniciativa. Isso está aos poucos se tornando coisa do passado. Mas como o homem vai resolver essa questão? Como vai se adaptar a essa nova realidade? O machão está em baixa, e a mulher busca homens que se relacionem com ela em nível de igualdade em tudo, também no sexo.
A situação do homem é bem complicada. Além de ser difícil de aceitar a igualdade com a mulher, o temor de ser avaliado e comparado a outros homens gera insegurança. Sem contar que outras preocupações, nunca antes sentidas, estão agora presentes o tempo todo: ter o pênis pequeno ou fino, a ejaculação precoce, não obter ereção no momento desejado, não proporcionar orgasmo à mulher. Muitos homens continuam procurando mulheres recatadas e passivas, acreditando estar assim mais garantidos. O problema é que em pouco tempo se sentem insatisfeitos.
Com a liberação dos costumes e todas as informações que são oferecidas, não dá mais para ignorar as muitas possibilidades de prazer sexual que um ser humano pode experimentar. Somente pessoas livres, que gostam de sexo e não têm preconceitos, estão em condições de compartilhar dessas descobertas com o parceiro.
Esses conflitos só vão ser resolvidos quando o sexo for aceito como algo bom, natural, que faz parte da vida. E não se precisar mais atribuir a ele motivos que não lhe são próprios.

Fonte:  http://delas.ig.com.br/colunistas/questoesdoamor/o+dia+da+caca+ela+avanca+ele+trava/c1597192846749.html

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Exercício físico pode melhorar desempenho sexual?


Quando as pessoas com mais de 40 anos pensam em desempenho sexual sempre relembram seus 20 anos, quando o vigor da juventude estava à disposição. Mas o tempo passa para todos. As responsabilidades aumentam, a rotina do dia-a-dia desgasta e as atividades prazerosas acabam sendo colocadas de lado ou até esquecidas. Porém, há tempo para mudar. É possível, por exemplo, manter o desempenho sexual em ótimo nível adotando práticas mais saudáveis.

A principal delas é mandar o sendentarismo para o espaço e fazer atividades físicas com regularidade. Ao contrário do que muita gente pensa, não é preciso ser atleta ou frequentar academias sofisticadas para melhorar a saúde e, consequentemente, o desempenho sexual. Uma simples caminhada diária já proporciona melhoras.

Quando se pratica esportes, o corpo libera serotonina - substância presente no cérebro que age como neurotransmissor, permitindo a comunicação entre as células nervosas do cérebro, os neurônios. Esta comunicação é fundamental para a percepção do ambiente e para a capacidade de resposta aos seus estímulos.

A serotonina desempenha importante papel no sistema nervoso, com diversas funções, como liberação de alguns hormônios, regulação do sono, do apetite, da atividade motora e das funções cognitivas. Ela ajuda a melhorar o humor, causando sensação de bem-estar.

Além da serotonina, é importante ressaltar que a prática de esportes deixa as pessoas mais dispostas ao sexo. O círculo de amizade aumenta, a auto-estima melhora, o nível de estresse e de ansiedade é reduzido, além de outros benefícios. Exercícios feitos regularmente, como andar de bicicleta ou caminhar, melhoram a eficiência do coração, pulmões e sistema circulatório, permitindo que o corpo transporte mais oxigênio e proporcionando maior resistência do organismo.

Lógico que o sedentário não deve sair por aí fazendo exercícios. Antes de mais nada é preciso procurar um médico para uma avaliação clínica.

É essencial começar devagar, respeitando os limites do organismo. Depois que o seu corpo estiver adaptado, é só aproveitar os benefícios que o novo ritmo de vida proporciona.

Márcio D. Menezes, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual

Fonte:  http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-27--88-20110914-201109181-1-386131

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

“O dilema do pênis pequeno” Já foi tema de congresso da SBU

De acordo com o chefe do Departamento de Andrologia da SBU, Archimedes Nardozza, o destaque na área será o debate sobre a indicação da reposição hormonal pós-tratamento de câncer de próstata. O assunto é polêmico. Normalmente os médicos não indicam, pois o câncer de próstata é “alimentado” pela testosterona. Para falar sobre esse assunto estará no Brasil o urologista americano Abraham Morgentaler, que possui diversos trabalhos publicados a favor da reposição. O médico americano também falará sobre as novas técnicas de reabilitação sexual após a retirada total da próstata.

Outro tema que desperta curiosidade e será abordado pelos médicos é “O dilema do pênis pequeno”. O objetivo será mostrar que não existem técnicas de aumento peniano eficazes. “O pênis do brasileiro tem em média 14 cm. Identificamos como micropênis quando ele tem 7 cm ou menos”, explica Nardozza.

Professor do Departamento de Urologia da Rush Medical College, de Chicago, e especialista em sexualidade, Laurence Levine vai abordar as causas e tratamentos para a dor testicular e o como resolver as complicações cirúrgicas com próteses penianas. O médico, que é um dos maiores especialista em Doença de Peyronie (placas fibrosas que causam curvas no pênis ereto), também vai mostrar os novos tratamentos para o problema. Um deles é o enxerto retirado da mucosa do intestino do porco.

A infertilidade, problema que atinge cerca de 15% dos casais, também será tema de debate no evento. Os médicos falarão sobre a biópsia testicular para verificar se há problemas, a fertilização in vitro, a reversão da vasectomia, a indicação do espermograma e a terapia antioxidante. Recentemente, o Conselho Federal de Medicina editou uma resolução que exige do médico que faça vasectomia saber revertê-la.

Fonte: sbu

Avaliação das medidas do comprimento peniano de crianças e adolescentes

Curva de Crescimento Peniano


Pedro N. GabrichI; Juliana S. P. Vasconcelos II; Ronaldo DamiãoIII; Eloísio A. da SilvaIV

IMestrando, Pós-Graduação em Medicina: Urologia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ
IIAcadêmica de Medicina, Faculdade de Ciências Médicas, UERJ, Rio de Janeiro, RJ
IIIProfessor titular, Serviço de Urologia, Faculdade de Ciências Médicas, UERJ, Rio de Janeiro, RJ
IVProfessor adjunto, Serviço de Urologia, Faculdade de Ciências Médicas, UERJ, Rio de Janeiro, RJ



RESUMO


OBJETIVO: Classicamente, o pênis tem duas funções: permitir a fertilização interna e direcionar o jato miccional. Entretanto, alterações objetivas do tamanho peniano podem levar ao diagnóstico de doenças. Além disso, é motivo comum de consulta médica a busca por parâmetros de normalidade do tamanho do pênis. Contudo, a antropometria do pênis da criança e do adolescente brasileiros ainda não foi devidamente estudada. O objetivo do estudo é realizar a antropometria do pênis de crianças e adolescentes brasileiros, estabelecendo referências para aplicação clínica. 

MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal, envolvendo 2.010 pacientes com idades variando entre 0 e 18 anos. Foram obtidas cinco medidas penianas: diâmetro da haste peniana; comprimento aparente e real do pênis flácido; comprimento aparente e real (CRTmax) do pênis flácido sob tração máxima. O desenvolvimento puberal foi caracterizado pelos critérios de Tanner.

RESULTADOS: De todas as medidas penianas, o CRTmax foi a única que não apresentou variação significativa interpesquisador em todas as faixas etárias analisadas (p = 0,255). Os resultados foram distribuídos em tabelas com a média do CRTmax e os valores do que se considera micropênis (média - 2,5 desvio padrão) de acordo com as diferentes faixas etárias e com os diferentes graus de maturação sexual de Tanner. Foi desenvolvido um gráfico com a distribuição dos valores do CRTmax distribuído por percentis 10, 25, 50, 75 e 90 por faixa etária.

CONCLUSÕES: De todas as medidas antropométricas penianas, o CRTmax é a única clinicamente útil. Recomendamos nossos resultados como referência de antropometria peniana para crianças e adolescentes brasileiros.
Palavras-chave: Antropometria, pênis, desenvolvimento da criança, desenvolvimento do adolescente, crescimento.


Introdução

Classicamente, o pênis tem duas funções: permitir a fertilização através da penetração e direcionar o jato miccional. Entretanto, alterações morfofuncionais do pênis podem afetar as relações pessoais e provocar alterações emocionais, afetando a qualidade de vida1,2. Além disso, existe muito interesse, por parte de pacientes leigos e por profissionais da área médica, em saber os valores de referência em relação ao crescimento e desenvolvimento do pênis humano3. As determinações do tamanho do pênis são clinicamente usadas na avaliação de crianças com desenvolvimento anormal da genitália, como, por exemplo, o micropênis, definido como um pênis de forma e função normais, mas com 2,5 desvios padrões (DP) abaixo da média em seu comprimento3-5. Entretanto, essas medidas podem sofrer variações internacionais importantes, além de algumas serem obtidas por metodologias diferentes4-11. Wang et al. apresentaram, recentemente, um estudo que demonstrou diferenças entre o comprimento peniano de jovens tailandeses quando comparados com jovens caucasianos11.

A consulta em relação ao tamanho do pênis é uma queixa muito comum nos ambulatórios de pediatria, urologia e endocrinologia, por se tratar de uma questão com importante relevância médica, sexual, psicológica e social3,12-14. Para comparação das medidas do tamanho peniano, existem algumas tabelas com valores distribuídos englobando crianças e adolescentes7,15. Entretanto, essas tabelas não foram desenvolvidas com medidas obtidas em crianças e adolescentes brasileiros. Outras causas que motivam a consulta por "pênis pequeno" são o pênis embutido, obesidade, distúrbios da imagem corporal e questões de sexualidade, como, por exemplo, ignorância dos parâmetros de referência de tamanho peniano. Em relação à percepção genital, as alterações podem ser tanto pela criança ou adolescente quanto pelos pais. Mondaini et al. avaliaram 67 pacientes, com média de idade de 27 anos, mas variando de 16 a 55 anos, que procuraram atendimento urológico por queixa de "pênis pequeno", e concluíram que esses pacientes superestimaram os valores do tamanho peniano normal16.

Não é de nosso conhecimento que exista na literatura algum estudo que tenha avaliado adequadamente a antropometria do pênis de crianças e adolescentes brasileiros em todas as faixas etárias.


Métodos
 
O presente estudo, junto com seu respectivo termo de consentimento livre e esclarecido, foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa local.

Foi realizado um estudo transversal envolvendo 2.010 crianças com idades variando de 0 a 19 anos incompletos, sendo aqueles entre 10 e 19 anos considerados adolescentes, de acordo com critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2007)17. O período da coleta de dados foi entre abril de 2004 e abril de 2006.

Todas as medidas foram realizadas em sala climatizada de consulta médica, sob temperatura variando entre 23 e 25ºC, na presença dos responsáveis pelo paciente e utilizando luvas de látex descartáveis. Os dados foram coletados por três pesquisadores com experiência em antropometria peniana, nos ambulatórios de pediatria e do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente do Hospital Universitário Pedro Ernesto. Todos os pacientes foram selecionados ambulatorialmente e de forma consecutiva quando faziam acompanhamentos periódicos. Todos os pacientes que aceitaram participar do estudo foram incluídos, tanto os pacientes hígidos quanto os pacientes com algum diagnóstico, mas nenhum clinicamente significativo para o estudo. Nenhum deles apresentava alterações da genitália. Não houve recusas por parte dos pacientes ou responsáveis pelos pacientes.

Inicialmente, foram realizadas as medidas de peso e altura para o cálculo do índice de massa corpórea (IMC) e a caracterização do desenvolvimento puberal ou maturação sexual segundo os critérios de Tanner18. Todos os participantes foram pesados em balança aferida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), e a altura foi aferida com régua antropométrica padronizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria. A definição de obesidade no presente estudo seguiu as recomendações da OMS17. As crianças foram consideradas obesas quando o escore z do índice peso/altura foi maior que 2. Para os adolescentes, utilizou-se o IMC, calculado pela fórmula peso/(altura)2, segundo os valores propostos por Must et al.19,20.

As medidas de comprimento e diâmetro penianos foram realizadas com régua rígida, graduada em milímetros, e por paquímetro, ambos aprovados pelo INMETRO. Uma análise preliminar dos resultados das medidas antropométricas do pênis de 300 indivíduos permitiu a avaliação sobre o método mais adequado e se havia variação interpesquisadores. As medidas penianas foram realizadas com o pênis em flacidez e sob tração manual máxima mantida. As medidas sob tração se correlacionam com o comprimento do pênis em ereção15. Todas as medidas finais corresponderam a uma média de três medidas consecutivas.

As medidas penianas avaliadas foram: D: diâmetro na parte média da haste peniana; CAF: comprimento aparente em flacidez, desde o ângulo cutâneo pubopeniano até a extremidade da glande, com a régua ou o paquímetro situado na parte dorsal do pênis; CRF: comprimento real em flacidez, desde o ângulo cutâneo pubopeniano, deprimindo a gordura púbica, até a extremidade da glande, com a régua ou o paquímetro situado na parte dorsal do pênis; CATmax: comprimento aparente em flacidez sob tração máxima, desde o ângulo cutâneo pubopeniano até a extremidade da glande, com a régua ou o paquímetro situados na parte dorsal do pênis; CRTmax: comprimento real em flacidez sob tração máxima, desde o ângulo cutâneo pubopeniano, deprimindo a gordura púbica, até a extremidade da glande, com a régua ou o paquímetro situado na parte dorsal do pênis.

Os resultados finais foram expressos usando estatística descritiva na forma de média, mais ou menos 1 DP da média. Para testar a diferença entre grupos, foi utilizado o teste de análise de variância ANOVA, bicaudal, seguido do teste de Bonferroni quando apropriado. A diferença dos valores foi considerada significativa quando p < 0,05. Os resultados finais da medida antropométrica de maior utilidade clínica foram usados para a montagem de um gráfico com distribuição por percentis em todas as faixas etárias. Todos os dados foram armazenados e analisados utilizando o programa SPSS para Windows, versão 10.0 (SPSS Inc., Chicago, Illinois, EUA).


Resultados
 
Inicialmente, as medidas penianas de comprimento (CAF, CRF, CATmax e CRTmax) foram obtidas por régua rígida antropométrica e por paquímetro, não tendo sido observada diferença estatisticamente significativa entre essas medidas (p > 0,455). De todas as medidas penianas obtidas, a única que não apresentou variação estatisticamente significativa interpesquisador foi o CRTmax (p = 0,255). Com base nesses resultados, consideramos CRTmax a medida ideal para a prática clínica, sendo, a partir dela, realizadas todas as análises estatísticas do presente estudo.

Foram considerados obesos (IMC > 30 kg/m2) 81 pacientes, correspondendo a 4,0% do total da amostra.

A distribuição dos pacientes por faixa etária segundo os critérios de maturação sexual de Tanner demonstra a faixa etária de início da puberdade entre 8 e 15 anos (Tabela 1). A amostra está bem distribuída e não demonstra nenhuma tendência fora da literatura.

A Tabela 2 mostra os valores da média da distribuição do tamanho peniano (CRTmax) para cada faixa etária, e o valor do CRTmax considerado micropênis, ou seja, o valor correspondente a 2,5 DP abaixo da média. Os valores do DP da média aumentaram a partir da puberdade.

O CRTmax e o tamanho do pênis considerado micropênis associados à classificação da maturação sexual de Tanner são evidenciados na Tabela 3. Não foi considerado o Tanner 1, pela grande variação do CRTmax entre as idades de 0 a 10 anos.

Todos os valores de CRTmax expressos em percentis por idade estão descritos na Figura 1, na qual pode ser observado um maior crescimento peniano entre 0 e 5 anos, e outro após os 10 anos, que coincide com o início da puberdade.




Discussão
 
Nossos resultados demonstraram que o comprimento peniano não apresentou um grande aumento entre os 5 anos e o início da puberdade, momento em que ocorre o período final do crescimento peniano. Esse padrão de crescimento e desenvolvimento penianos pode ser visto na Figura 1, na qual ocorre um pequeno crescimento peniano desde o nascimento até os 5 anos, seguido por uma fase de pequeno crescimento entre 5 e 10 anos e culminando em um período de maior crescimento dos 11 aos 18 anos de idade, o que coincide com a puberdade. Apesar de os valores médios das nossas medidas apresentarem uma pequena variação com a literatura internacional, este padrão de desenvolvimento está de acordo com outras séries7,15.

O micropênis, o pênis embutido e a obesidade devem ser considerados diagnósticos diferenciais quando avaliamos subjetivamente um "pênis pequeno". As etiologias dessas anormalidades são diversas, incluindo genéticas, anatômicas, endocrinológicas e idiopáticas3,5,21. A avaliação inicial desses pacientes inclui uma medida precisa do comprimento peniano e comparação com o tamanho peniano normal para a idade e o desenvolvimento sexual previamente estabelecido. Devido à importância do diagnóstico e do tratamento dessas anormalidades, bem como por não existir uma tabela adequada de referência nacional, realizamos esse estudo com metodologia apropriada para fornecer dados para servir de referência nacional de antropometria peniana de crianças e adolescentes.

Outros autores avaliaram metodologias diferentes para a realização das medidas do comprimento peniano4,22. Crianças com idade variando de 0 a 24 meses, com anatomia externa normal, foram submetidas a avaliação ultra-sonográfica do pênis para verificar se haveria melhor precisão nas medidas de comprimento peniano em relação às medidas classicamente descritas4. Concluiu-se que maiores estudos seriam necessários para saber a reprodutibilidade da ultra-sonografia entre examinadores e da limitação do tamanho da sonda de ultra-sonografia para medir pênis maiores. Nesse mesmo estudo, os autores não encontraram variação estatisticamente significativa em relação ao tamanho do pênis de crianças com raças diferentes. Entretanto, observaram diferença estatisticamente significativa entre o pênis circuncidado e o não-circuncidado ou com fimose. Porém, é descrito que essa variação ocorre pela maior facilidade de tração do pênis circuncidado em relação ao não-circuncidado. Encontramos maior dificuldade na avaliação antropométrica do pênis de crianças obesas e com prepúcio exuberante ou fimose, em razão da maior dificuldade na tração peniana, mas nada que pudesse interferir de forma significativa na realização da medida. Em estudo recente realizado com 2.126 crianças tailandesas, sendo 156 recém-nascidas, 1.198 crianças abaixo de 2 anos e 772 crianças acima de 2 anos, no qual foram excluídas crianças com anomalia congênita, anomalias da genitália e doença congênita cardíaca, foram avaliados os comprimentos penianos em flacidez e sob tração manual máxima11. Como conclusão, os autores observaram que o tamanho peniano varia entre diferentes grupos étnicos e que, quando comparados com o comprimento peniano de crianças caucasianas, o comprimento do pênis das crianças tailandesas é menor. Esses resultados reforçam a importância do nosso estudo ao desenvolvermos uma tabela de referência peniana em crianças e adolescentes brasileiros. Devido às diferentes etnias da população brasileira e de não termos padrões de raça claramente estabelecidos no Brasil, os pacientes não foram separados em raças ou cores em nosso estudo, nem em outro parâmetro para caracterizar os pacientes. Este estudo consiste em uma série consecutiva e representativa da população, com a intenção de simular a situação clínica de consulta.

Inicialmente, realizamos um estudo piloto, comparando as medidas de comprimento peniano com régua rígida e paquímetro, e os resultados não mostraram diferenças estatisticamente significativas entre essas medidas, demonstrando não haver necessidade de material específico para medidas de antropometria peniana humana.

Durante a fase de coleta de dados, pudemos visualizar a importância de diferenciarmos os pacientes não somente pela idade, mas também pelo grau de maturação sexual, visto que durante a adolescência pacientes de uma mesma idade podem se apresentar em diferentes graus de maturação sexual. Isso foi evidente até mesmo entre irmãos gêmeos univitelinos que, apesar da mesma idade cronológica, apresentavam-se em diferentes graus de maturação sexual, o que provocava uma grande diferença no comprimento peniano.

Para o aprendizado da realização adequada da antropometria peniana, necessita-se de um breve treinamento. As medidas são realizadas rapidamente, e poucas são as dificuldades e complicações durante essas medidas. O único caso de complicação maior ocorreu com um paciente que apresentou hipotensão postural clinicamente significativa, o que resultou na interrupção imediata das medidas até o pleno restabelecimento do paciente. Pequenas dificuldades durante a realização das medidas podem ocorrer: crianças que apresentam agitação psicomotora decorrente de doença neurológica, dificultando a coleta dos dados; crianças com timidez excessiva; ereção durante a realização das medidas, o que, em nosso trabalho, levava à interrupção do procedimento. Na prática clínica, também se pode avaliar o comprimento peniano com o pênis em ereção, visto que essa medida se equivale ao CRTmax 23.

Son et al. realizaram um estudo com 123 jovens militares coreanos, nos quais foram realizadas as medidas de comprimento peniano flácido, sob tração manual máxima, e a circunferência peniana. Os pacientes respondiam um questionário sobre a percepção do tamanho peniano como "muito pequeno", "pequeno", "normal", "grande", ou "muito grande"14. Os pacientes que responderam o questionário subestimando o tamanho do pênis apresentavam maiores escores de depressão e piora da qualidade de vida comparados aos pacientes que consideravam o tamanho de seus pênis normal. Esse estudo demonstrou que a insatisfação com o tamanho de pênis, esteja ele abaixo ou na média, pode afetar diretamente a auto-estima e a qualidade de vida desses pacientes.

Concluímos que, das medidas antropométricas penianas, a medida clinicamente útil é o CRTmax, e recomendamos os nossos dados como referência de antropometria peniana para crianças e adolescentes brasileiros. Apesar de ser extremamente útil na prática clínica, o uso da Figura 1, principalmente no acompanhamento do desenvolvimento do paciente, também recomendamos o uso associado dos valores do CRTmax distribuídos por grau de maturação sexual, conforme os critérios de Tanner, para aqueles que estão na puberdade. Pensamos que, usados dessa forma, nossos dados podem ser maximizados para aplicação na prática clínica.



Para saber mais sobre estes e outros assuntos, acesse os respectivos links:

Aumento Peniano
Antropometria Peniana
Engrossamento Peniano
Pênis Encolhido
Aumentar a Glande
Fimose
Curvatura Peniana






Acessando este LINK você tema cesso a uma pesquisa sobre Antropometria Peniana e sua Repercussão Social, participe.




Referências
 
1. Diseth TH, Bjordal R, Schultz A, Stange M, Emblem R. Somatic function, mental health and psychosocial functioning in 22 adolescents with bladder exstrophy and epispadias. J Urol. 1998;159:1684-9; discussion 1689-90.        [ Links ] 2. Da Silva EA, Schiavini JL, Yang S, Miranda ML, Damião R. Health-related quality of life of patients who underwent multiple surgeries for penile diseases. J Sex Med. 2004;1:80.        [ Links ]
3. Aaronson IA. Micropenis: medical and surgical implications. J Urol. 1994;152:4-14.        [ Links ]
4. Smith DP, Rickman C, Jerkins GR. Ultrasound evaluation of normal penile (corporeal) length in children. J Urol. 1995;154(2 Pt 2):822-4.        [ Links ]
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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Tema: Congresso de Urologia da SBU debate temas polêmicos


Maior evento da América Latina acontece de 7 a 11 de novembro em Goiânia. Expectativa é reunir cerca de 4 mil especialistas

De 7 a 11 de novembro acontece em Goiânia o 32º Congresso Brasileiro de Urologia, o maior evento do setor na América Latina. São esperados cerca de 4 mil especialistas para discutir as novas pesquisas e atualizações em temas como câncer de próstata, incontinência urinária, disfunção erétil, ejaculação precoce, próteses penianas, câncer de testículo, reposição hormonal, entre outros assuntos. Durante o Congresso, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), organizadora do evento, vai apresentar as novas diretrizes em diagnóstico e tratamento da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) e da Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM). Esse documento é elaborado para unificar os procedimentos médicos no país. Estarão no Brasil para participar dos debates 16 renomados médicos, expoentes da Urologia mundial.

Durante o evento, a SBU vai lançar o Manual da Boa Prática Urológica, livro voltado para o leigo que explica as técnicas que têm o respaldo científico e as que são divulgadas largamente mas não têm qualquer comprovação de eficácia, como os aparelhos e tratamentos para aumento peniano. A SBU também vai apresentar aos especialistas os dados do primeiro Estudo Nacional de Câncer de Rim (Encare). Dias antes, o Encare será apresentado no Congresso da Sociedade Internacional de Urologia (SIU), que acontece em Xangai, pelo urologista Stênio Zequi. O evento da SIU é um dos maiores do mundo. O estudo será publicado nos Anais do evento, publicação recebida por grande parte dos urologistas no mundo.

No Congresso da SBU, os médicos também participarão de cursos de aperfeiçoamento e de prática em novas técnicas. “Teremos uma oportunidade única de discutir e aprender sobre os temas mais palpitantes da Urologia atual com grandes líderes nacionais e internacionais. Como destaque podemos citar pontos controversos na Uro-oncologia, incluindo indicação de radioterapia pós-prostatectomia radical, reposição hormonal em pacientes com câncer da próstata operados que se tornaram hipogonádicos, preservação vesical nos tumores invasivos da bexiga, novidades da cirurgia robótica e do tratamento dos tumores renais, avanços da Andrologia e caminhos futuros para ensino e desenvolvimento da cirurgia laparoscópica”, avalia o presidente da Comissão Científica do Congresso, Marcus Sadi.

Outro assunto de relevância será o Momento SBU sobre a Política Nacional de Saúde do Homem, lançada recentemente pelo Ministério da Saúde e que teve o auxilio da SBU para sua elaboração. de Ao final do evento, os melhores trabalhos de Temas Livres apresentados serão premiados pela SBU. Veja a programação completa do evento em: www.congressodeurologia.org.br

Fonte: SBU

Homens x Consultorio


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Reposição hormonal ajuda homens na 'andropausa'


Tipicamente femininos, sintomas como cansaço, desânimo, alteração de humor e sono não estão restritos apenas à mulher durante a menopausa. Os homens também estão propensos a sofrer de alguns males que podem afetar diretamente o seu dia a dia. Também chamada de distúrbio androgênico do envelhecimento masculino – DAEM, a andropausa afeta entre 10 e 20% dos homens e ainda é um assunto pouco debatido no universo masculino.

"A queda de testosterona ocorre de maneira fisiológica a partir dos 40 anos e se intensifica após os 60 anos", esclarece o Dr. Alexandre Hohl, endocrinologista e presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). No entanto, o especialista alerta para o fato de que atitudes como alimentar-se saudavelmente, praticar uma atividade física regular, manter o peso normal, evitar bebida alcoólica e fumo podem contribuir para minimizar a queda hormonal.

Enquanto que as mulheres procuram um ginecologista com frequência e são acompanhadas durante o climatério, os homens, até por desconhecer o assunto, passam a conviver com sintomas muitas vezes confundidos com outras questões que não a andropausa. Sinais como a queda de libido, a disfunção erétil, a diminuição de força muscular, o acúmulo de gordura abdominal, cansaço, desânimo, alteração de humor e do sono, e perda óssea nos casos mais graves, levando à osteoporose e fraturas demonstram o declínio progressivo da produção de hormônios sexuais masculinos e devem ser observados e seguidos por um médico.

Passar por esse período da vida sem grandes dramas e transformar a andropausa em um processo menos indolor possível é o que o tratamento de reposição hormonal masculina visa garantir ao homem, ao restaurar a força muscular, restabelecer a libido, melhorar o humor, influenciar sobre o metabolismo de carboidratos, entre outros. Durante o tratamento, a testosterona é reposta na forma de gel, adesivo, implante subcutâneo ou comprimido gengival, nenhuma dessas formas disponíveis no Brasil, onde há apenas formulações injetáveis e via intramuscular, aplicadas a cada 15 a 30 dias ou a forma mais moderna, feita a cada 12 semanas.

Ainda recente no Brasil, o tema não é consenso entre os especialistas. Segundo o Dr. Alexandre Hohl, "a testosterona não causa câncer de próstata. Entretanto, ela é convertida em dihidrotestosterona, que tem ação na próstata. Assim, se o paciente tiver uma doença prostática não diagnosticada, a reposição hormonal masculina poderá estimular esta próstata doente. Por isso, é fundamental a avaliação da próstata antes e depois de iniciar a reposição com testosterona", esclarece o especialista, que lembra ainda que mediante os casos de doença de próstata benigna em atividade, síndrome da apneia e hipopneia do sono, hematócrito muito elevado (acima de 52%) e insuficiência cardíaca congestiva descompensada, a reposição deve ser avaliada caso a caso. Portanto, o acompanhamento médico seguido da realização de exames é fator decisivo no sucesso do tratamento.

Embora haja muito que avançar no campo das discussões da reposição hormonal masculina, já é conhecido que a restauração da testosterona pode aliviar os sintomas relacionados à deficiência hormonal, devolvendo o bem estar físico e mental dos homens dispostos a manter uma vida saudável e prazerosa (com saudeempautaonline.com.br).


Fonte:  http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-27-7-35-20110906

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Resultado da enquete - Site

Telemedicina, uma realidade brasileira.

Trata-se de uma nova ferramenta em detrimento da saúde principalmente em casos em que a distância, falta de tempo, vida moderna são fatores relevantes.

Para 87,94% dos participantes da enquete: “O que você acha de ser atendido por um médico por videoconferência?” a resposta foi positivaPara outros 3,02% ainda persiste a dificuldade em utilizar equipamentos eletrônicos e 9,13% ainda não se sentem confortáveis em utilizar esta modalidade de serviço.

A videoconferência é uma forma para troca de informações entre médico e paciente e possibilita uma segunda opinião a distância a fim de buscar um diagnóstico preciso, mas vale ressaltar que a relação medico - paciente não é perdida através da videoconferência, ou seja, essa é uma nova modalidade de se estabelecer contatos no mundo cada vez mais informatizado.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

EUA aprovam uso de botox para casos de incontinência urinária



A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) aprovou nesta quarta-feira o uso do botox para tratar incontinência urinária de pessoas com quadro neurológico grave, como a esclerose múltipla, e que sofram de hiperatividade na bexiga.

As contrações incontroladas da bexiga em pacientes que sofrem transtornos neurológicos fazem com que eles sejam incapazes de controlar a urina. O tratamento padrão inclui medicação para relaxar a bexiga e cateteres para esvaziá-la regularmente, disse o órgão em comunicado.

"A incontinência urinária associada a certos danos neurológicos é difícil de conduzir, e o botox é uma outra opção de tratamento para estes pacientes", disse George Benson, subdiretor da Divisão de Reprodução e Produtos Urológicos.

A injeção do botox é realizada mediante uma citoscopia, procedimento que requer anestesia geral e que permite ao doutor visualizar o interior da bexiga. A duração efetiva da terapia é de aproximadamente nove meses, segundo a FDA.

Dois estudos clínicos com 691 pacientes que sofriam incontinência urinária, resultado de algum dano na medula espinhal ou por esclerose múltipla, mostraram estatisticamente reduções significativas na frequência das incontinências pelo grupo que tinha aplicado o botox, em comparação com o que tinha sido tratado com placebo.

Os efeitos secundários mais comuns no tratamento com botox foram infecção urinária e retenção urinária, que tem que ser tratada mediante cateter.

Além de ser usado para melhorar a aparência das rugas faciais, o uso do botox também foi aprovado para o tratamento de dor de cabeça crônica, em certos casos de rigidez muscular, para sudoração nas axilas e para tratar pacientes que sofram contração ocular ou tenham os olhos não alinhados.


Fonte:   Folha